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Contexto Geral

O pentagon está de volta com mais um trabalho que traduz perfeitamente sua energia cativante e sua personalidade descontraída. Ao mesmo tempo, os garotos entregam uma execução impecável de suas habilidades, sendo um dos grupos idol mais completos da terceira geração.

O boygroup agenciado pela Cube entertainment (CLC, BTOB, Etc), tem ganhado maior visibilidade desde o ano passado, após sua icônica participação no reality show ‘Road to Kingdom’ – Esquenta do ‘Kingdom’, que deve rolar ainda esse ano. –  O Pentagon terminou a competição em terceiro lugar e chamou atenção por suas habilidades de arranjo e composição, além de sua criatividade. 

Em 2020, o grupo conseguiu sua primeira vitória em music show, com a música daisy, que foi sucesso entre a fanbase e no tiktok.

Tendo enviado seus membros mais velhos, Hui e Jinho ao serviço militar, os garotos agora promovem entre 7 membros seu novo trabalho que recebeu o nome de ‘LOVE or TAKE’, com a faixa principal ‘DO or Not’.

Os membros mais velhos, Hui (1993) e Jinho (1992)  estão cumprindo serviço militar obrigatório. Por isso, o boygroup segue promovendo com apenas 7 membros.

O processo de divulgação e conceito de LOVE or TAKE foi o mais ousado até o momento. Na ambientação do álbum, os integrantes se tornaram personagens de webtoon, adicionando uma tom colorido e refrescante à produção.

Pentagon investiu em um conceito ousado e divertido, transformando seus membros em personagens de webtoon para as artes da jaqueta do álbum.

 Comentando a tracklist. 

Love or take recebe título de décimo primeiro EP do grupo, incluindo 7 faixas inéditas. Para a abertura temos 10s and, uma boa faixa de entrada que flerta com elementos tropicais e muita energia a partir do primeiro refrão, remetendo a outras canções do grupo, como thumbs up e summer.

Logo em seguida temos a faixa título ‘DO or NOT‘, que descreve um romance indeciso regado com o pop-rock dos anos 2000. Na intro temos espaço para a harmonização das vozes dos membros, momento contido antes do instrumental entregar o que seria o primeiro hit do PTG nos charts. 

Como desdobramento de seu primeiro lugar com Daisy, o Pentagon retornou em março com do or not, ficando no topo dos charts do genie diversas vezes desde o lançamento. 

1+1 é a faixa R&B da vez. Os sub-vocalistas se apropriam  dos versos e da ponte, o refrão é suave e pegajoso. A música foi escrita pela cantora sueca Cazzi Opeia, que já é conhecida dos fãs de K-pop, responsável por Someone Like Me (Twice), Given-taken (Enhypen) e até mesmo ICY (ITZY). 

Em seguida, temos Baby I Love You, marcando a metade do mini-album. A música foi produzida por Kino (pentagon) e Nathan (MOLA) e possui um instrumental mais orgânico. A letra soa como uma conversa ou declaração. Uma peça apaixonante e açucarada. 

 Em uma mescla de hip-hop e funk dos anos 80, na  sequência temos That’s Me. O membro caçula, Wooseok,  é o protagonista da canção, que possui ainda forte presença de guitarras e baixo. O refrão fica alojado na cabeça do ouvinte desde o primeiro momento.

Caminhando para o fim, Sing-a-song é poderosa em suas próprias limitações. Em clima de celebração, Sing-a-song funciona como um convite e distribui positividade. Os assobios no pré-refrão e a quebra do instrumental alguns segundos à frente são complemento essencial da ponte. No fim, a canção genuinamente te tira para dançar. 

Encerrando o EP temos o solo de Hui, Boy in time. Uma música muito significativa para o grupo e o fandom, já que é uma despedida temporária para o membro, que no momento cumpre serviço militar obrigatório. Executada em voz e piano, Boy in Time segue a linha emotiva, também já característica do grupo, na melancolia da faixa, o vocal de Hui ganha destaque. A letra, um tanto pessoal, descreve as sensações do líder ao crescer juntamente de seu grupo, até o momento de despedida.

Com muitos percalços no caminho e um catálogo que esbanja talento e simpatia, o Pentagon vive agora um momento mais calmo e estável de sua trajetória. Esperamos que os rapazes continuem crescendo e melhorando sempre.

Ouça o álbum na íntegra clicando aqui.



Aproveitando o hype das produções sul-coreanas na Netflix, hoje vamos trazer a resenha de um dos maiores sucessos da plataforma de streaming nesse quesito. Você já viu “Ligação”?

Pode conter alguns spoilers

Com um enredo que surpreende e se reinventa através dos plot twists que nos entrega em quase 2 horas de filme, “Ligação” (ou “CALL” em inglês) consegue surpreender utilizando da mistura de thriller psicológico com temática de serial killer e viagem no tempo. A obra, que tem sido chamada de “um dos melhores filmes da netflix”, consegue nos prender sem o menor esforço do início ao fim.

Tudo começa quando Seo-Yeon se muda para a antiga casa de sua família após sua mãe adoecer, no trajeto ela perde seu celular e começa a usar um antigo telefone que tem guardado na casa. Ao começar a utilizar o aparelho ela começa a receber ligações estranhas de uma garota pedindo socorro mas que desligava logo em seguida, até que em um determinado momento elas começam a conversar e viram amigas. Eis aqui onde começa a reviravolta da história.

Crítica | A Ligação – Thriller Sul-Coreano é um dos MELHORES filmes da  Netflix | CinePOP

Tecnicamente falando esse filme é exemplar, faz bom uso das paletas de cores, que, assim como a parte cenográfica e de figurino/caracterização, teve o timing perfeito. O tipo de trabalho que encanta mas ao mesmo tempo não tira a atenção do resto do filme. A parte sonora também é incrível, souberam utilizar das mais variadas coisas para fazer um trilha sonora perfeita (destaque para o uso cirúrgico das musicas do Seo Taiji) que envolve o espectador na historia cada vez mais. A fotografia precisa e os efeitos especiais utilizados da maneira certa também merecem destaque nos elogios aqui. Sem esquecer da atuação de todos os atores envolvidos, do menor figurante até a atriz principal, todas impecáveis.

Onde Assistir | Filme A Ligação online - Entreter-se

Mas, creio eu e mesmo sabendo que um filme se faz em equipe, o destaque maior deve ir para o roteiro/enredo, uma mistura nada convencional de temas que foi um sucesso. Simplesmente incrível. Nunca que eu imaginaria que misturar serial killer com viagem no tempo seria algo que, além de incrível, me prenderia a atenção por tanto tempo. As falas das personagens casando perfeitamente com toda a historia foram excelentes, a forma como os plot twists acontecerem e só me prendiam mais e mais foi surpreendente. É realmente um filme que vale a pena assistir, por mais longo que seja.



Aviso: contém spoilers

Flower of Evil é um dorama sobre a vida da detetive de homicídios Cha Jiwon (Moon Chaewon) e seu marido Baek Heeseung (Lee Joongi), um aparente psicopata que troca de identidade para esconder seu passado.

A aparência inocente da detetive não revela sua capacidade em solucionar casos. Jiwon que sempre realizou sua função de forma excepcional, se vê no escuro quando o nome de seu marido entra no meio de um antigo crime. Porém, a fraqueza momentânea não impediu-a de fazer justiça. 

O drama conta com muitas reviravoltas, a forma que a história é apresentada faz com que tenhamos as mesmas informações que os personagens, ficando em choque a cada informação revelada, sendo assim, é imprevisível o que vem à seguir. É uma mistura de sentimentos, a indecisão sobre como devemos nos sentir em relação à Heeseung é notável.

Após a real identidade de Heeseung ser exposta, é colocado em questão se ele foi realmente capaz de tais atos. Como um ótimo pai e marido, talentoso artesão é um assassino? É impactante também ele ter vivido assim por mais de uma década ao lado da esposa que o “procurava”.

Felizmente, tudo caminha bem e é possível entender e compreender cada acontecimento, sem esquecer de novas reviravoltas e de chocar a audiência. O dorama não falha em prender a atenção, não permitindo que algum episódio se torne entediante, até porque é essencial assistir com atenção para que tudo faça sentido no final. 

É muito difícil escrever sem contar detalhes da história, eu gostaria que quem assista, tenha as mesmas reações que eu. Além da temática incrível, é espetacular a construção dos personagens, todos eles possuem sua importância e são essenciais ao desenvolvimento. O cenário combinado com as OSTs trazem a sensação ideal, tornando mais surpreendente as cenas. Não deixe de conferir o drama, cada segundo vale a pena! 



O movimento hip-hop ganha notoriedade na Coreia do Sul entre os anos 80 e 90, com o gigante interesse da juventude pelas rimas. Não demorou muito até os versos de rap conquistarem a música pop e deixarem a obscuridade das ruas para habitar o tão sonhado mainstream

Após revelar diversos nomes, é esperado que a indústria se pasteurize, criando diversos wannabe’s e carecendo de originalidade com o passar dos anos, como se é esperado de qualquer mecanismo de produção musical. No entanto, existem artistas que, no auge de sua carreira ainda fazem valer a pena a grande onda de expectativas que se forma sobre cada lançamento, um destes é Song Minho, também conhecido como MINO

Começando sua carreira como rapper underground, Minho conquistou espaço no mainstream com muito trabalho, cativando pessoas dentro e fora da Coréia com sua arte tão particular. Em 2014, Mino fez sua estreia como membro do boygroup Winner’, agenciado por uma das maiores empresas de entretenimento de todo o K-pop. Desde sua primeira aparição, o rapaz chamava atenção por sua habilidade de escrever letras e entregá-las de maneira impecável. 

Em 2016, fez sua icônica participação no reality show ‘Show me the money’, responsável por revelar talentos para a nova cena do hip-hop. As faixas lançadas durante o programa ‘okey dokey’ e ‘fear’ são massivamente reproduzidas até hoje, a segunda se tornando uma das canções mais ouvidas daquele ano. 

Ainda em 2016, Mino fez seu segundo debut ao lado do companheiro de empresa Bobby (iKON), em uma unidade chamada MOBB, conquistando o prêmio de best hip-hop no Seoul Music Awards do ano seguinte e, chamando atenção internacionalmente.

Breve resumo dos trabalhos de Mino como solista, antes mesmo de seu debut solo oficial, que aconteceu em 2018 com o álbum ‘XX’.

Como solista, o Song também teve grandes feitos. Seu primeiro álbum ‘XX’, lançado em 2018, alcançou primeiro lugar no chart melon – um dos maiores da Coreia do Sul durante 10 dias consecutivos. — Além disso, o cantor venceu a categoria de Rap/Hip-hop do Golden Disk Awards em 2019. Nos music shows, Mino foi o solista que conseguiu o win semanal mais rápido. 

Para além da carreira musical, o rapper se mostra um artista completo ao produzir desenhos, pinturas, fotografias e expor sua paixão por moda e tatuagens. 

Mino sempre foi muito próximo de diversos manifestos artísticos como pintura e fotografia; O cantor, apesar de idol, sempre expõe suas singulares tatuagens. Song fez seu debut como artista plástico em 2019, em uma exposição somente sua.

A abertura de ‘Take’ com Love and a Boy cria envolvimento automático com o ouvinte, mostrando já de início o impacto do som característico de Song Minho. Diante da maior porção de autonomia de sua carreira, o rapper tomou parte em todas as letras e produção deste álbum; em Love and a boy, Song conta sobre seus fardos sendo um artista jovem, com emoção e carisma de sobra. 

Ao contrário de seu debut que aposta na força dos palcos, em Run away, Mino mostra confiantemente a força de sua rima. Seu flow brilha no auge da sensibilidade do artista, que prolonga sua personalidade não só na faixa título, como também pelo resto do LP. 

Run away mescla elementos lúdicos a cenas cotidianas para retratar a ideia de escapismo da realidade. No vídeo musical, o personagem tenta se livrar das próprias paranoias e mágoas através da fuga.   

Abrindo a lineup de colaborações do LP, temos Ok man com participação de Bobby (iKON), amigo de Minho a longa data e seu acompanhante de trajetória. Na fixa, os rappers retomam o legado de sua unit MOBB e expõe seus pensamentos em fazer parte da cena do rap na Coréia do Sul. A química dos dois rapazes brilha nesta produção, provando que Mino e Bobby ainda são uma ótima combinação. 

A próxima faixa, Wa, conta com o solista Zion.t, que também aposta em um verso de rap ao lado de Mino. A faixa beira mais o R&B e ambos autores dividem sua excentricidade nas letras e arranjo. Apesar de contida, a canção possui um refinado instrumental e um fechamento impressionante.

Para a divulgação do álbum, foi liberado um pequeno documentário com depoimentos de todos os produtores e envolvidos com ‘Take’. Os convidados falam sobre a relação próxima de MINO com sua música e a seriedade e dedicação que o rapper tem em produzir.

A seguir na tracklist temos o dueto I want to, onde a solista meenoi enfeita o segundo verso com um vocal suave, contornados pelo rap equilibrado de Song. A faixa é um trap-pop com ênfase nos elementos melódicos.  

Daylight traz a vibe relaxada do verão ao LP. O instrumental eletrônico e o refrão simplório produzem um clima solar e moderno; sua ponte é como sonhar acordado em um dia de praia

Em Hop in temos Mino em colaboração com DPR Live, outro grande nome em ascensão no hip-hop coreano. A combinação, apesar de inesperada, funciona! Ambos estilos se complementam na faixa de trap poderosa, com rimas perfeitamente executadas.  

O instrumental orgânico surpreende em Pow. A guitarra elétrica embala as pausas das batidas EDM e tudo se mistura intensamente com a voz. Um ótimo momento experimental da carreira de Mino. 

O álbum segue para as últimas quatro faixas, mais direcionadas à parte sentimental da música de Mino. Click/ Han river view incorpora trompetes e coros vocais para ambientalizar a reta final de ‘Take’. A faixa muda abruptamente, repousando sobre um lo-fi perto de seu término. 

Caprichada na percussão, a sequência é Book store, com participação do rapper Bewhy. Soa divertida, mas sem abandonar a elegância, além de valorizar os versos de ambos artistas. A criatividade trabalha naturalmente sozinha em Book Store

Song Minho se prova mais uma vez um vocalista emotivo em Sunrise, que cumpre função de ballad neste álbum. Remete até mesmo a trabalhos de Winner, o ato é belíssimo e um presente aos ouvidos com a guitarra acústica e os backing vocals. 

Finalmente, ‘Take’ encontra seu fim em Lost in a crowd, um ensaio agridoce sobre a vida adulta e a solidão. Outra vez os acordes de violão brilham no instrumental; Uma faixa impecável e nostálgica, ideal para finalizar um grande trabalho. 

Em um ano tão nublado, a experiência de Take é aconchegante, refrescante e completa. Mino parte de um ponto pessoal de sua carreira e repousa na própria grandiosidade, entregando um verdadeiro exemplo de seu progresso enquanto artista. O LP mostra a exata essência de Song Minho, talvez em seu mais genuíno processo de se encontrar Não só como artista, mas como pessoa — No auge de seus vinte e oito anos. 

Ouça o álbum na integra na caixa abaixo:



Aviso: contém spoilers.

#Alive é o novo filme coreano recém-lançado na Netflix. Ele mostra o drama que Joonwoo (Yoo Ahin) enfrenta enquanto está preso em seu apartamento durante um apocalipse zumbi.

Joonwoo que está jogando em seu quarto, nota falhas na TV e em questão de segundos após olhar pela varanda, já há vários infectados correndo insanos atrás dos outros. Ele não deixa seu apartamento, mas a falta de comida o preocupa.

Sem mais esperanças, Joonwoo descobre que além dele também há outra sobrevivente, Yubin (Park Shinhye), que se une à ele através de um walkie talkie. Eles trocam suprimentos e depois se encontram para serem resgatados.

A atuação está no ponto, no entanto o filme não possui muita história. Não é tão focado em enfrentar zumbis, e para muitos pode ser entediante. Por outro lado, para quem não gosta de filmes desse gênero, é fácil de assistir por não ser pesado. Também é interessante como a saúde mental dos personagens é ressaltada, mostrando que eles não são extremamente fortes apesar das circunstâncias. Se você viu outros filmes do mesmo tema certamente vai esperar mais, mas a base será outra.

Não deixe de conferir o filme 🙂



Aviso: pode conter spoilers.

Um romance e fantasia sobre a vida de um auxiliar de enfermagem que trabalha num hospital psiquiátrico e uma escritora de livros infantis com transtorno de personalidade antissocial.

Considerando o passado traumático dos adultos e como ele sempre volta a tona, já é possível perceber que não é um dorama convencional, sendo assim, pode não atrair todos os públicos. Ele não possui um começo divertido, o ar é obscuro e até mesmo depressivo. 

No início é mostrado como Gangtae (Kim Soohyun) está sempre trocando de local de trabalho por conta do pesadelo que persegue seu irmão Sangtae (Oh Jungse), atormentado pelo assassinato de sua mãe que ele testemunhou 20 anos atrás. Quando criança, Gangtae se sentia deixado de lado pela mãe, que apenas cuidava e tinha carinho com seu irmão mais velho. Mesmo assim, hoje sozinho nunca falhou em cuidar de Sangtae que tem autismo, e dedica toda sua vida à isso. 

Ko Munyoung (Seo Yeji) é a autora favorita do irmão mais velho, que tem o caminho cruzado com Gangtae por essa razão. Ao longo do drama somos levados ao seu passado, e suas atitudes podem ser consideradas um tanto quanto assustadoras mesmo com os motivos que estão por trás, nos fazendo crer que ela é uma pessoa ruim. Munyoung escreve contos de fadas baseados em suas experiências pessoais, e assim temos diversas histórias de uma realidade cruel contadas em tom divertido que nos entretem.

Ao decorrer vemos como Gangtae e Munyoung vão amolecendo, mas o amor cura tudo? Ambos com machucados que foram cicatrizando graças ao sentimento mútuo de carinho, cresceram solitários com o desejo de terem uma família e vontade de serem cuidados. O drama passa a ideia de que família não é só a de sangue mas sim a que olha por você quando uniu Gangtae, Sangtae e Munyoung, realizando a vontade dos três. Sendo assim o que sentiam pode ter sido amenizado, no entanto ainda acredito que não podemos depositar nossas angústias em alguém e esperar a cura. Na fantasia foi bonito e emocionante, tanto a melhora como a liberdade que cativaram, mas não é assim na vida real.

O dorama também possui uma vilã, que na minha visão foi esquecida por conta do grande número de temas que trataram. Sua aparição foi um pouco sem sentido e pode deixar muitos “no ar”. Tirando isso, não encontrei outras faltas, foi tudo muito bem pensado e produzido. O papel do Jungse é admirável, o TEA foi muito bem representado e o ator merece muito reconhecimento! Quanto ao cenário, não falharam em passar as emoções corretas, como a melancolia ou a comicidade em várias cenas. Todos os atores souberam dar vida aos seus personagens, tornando tudo mais interessante de ser ver. 

Agradecimento a Kristal por ter me auxiliado nessa <3



Aviso: pode conter spoilers.

Itaewon Class é um dorama original da Netflix que foi baseado num webtoon de mesmo nome. A história é voltada para a vida de Park Saeroyi (Park Seojoon) e dos que o rodeiam. Ele sempre se mostrou alguém inconformado com injustiça, e logo no início mostra-o batendo em Jang Geunwon (Ahn Bohyun) após uma situação de bullying cometida pelo segundo contra um colega de classe.

Ele só não contava que o progenitor de Geunwon era patrão de seu pai, e que isso lhe causaria muitos problemas futuros. O trato era Saeroyi ajoelhar e se desculpar com o outro garoto, e assim, continuaria na escola. Ele recusou esse tipo de submissão, portanto, acabou sendo expulso e seu pai pediu demissão por conta da humilhação à qual seu filho foi exposto pelo próprio chefe.

Como se esse sufoco não fosse suficiente, o pai de Saeroyi morre atropelado, e no dia do velório ele descobre que o responsável pelo crime é Geunwon, que já havia lhe ocasionado muitos problemas. A fim de se vingar, ele vai atrás do criminoso e espanca-o. Por conta disso, acaba sendo preso.

Enquanto estava no presídio, acabou por ler muitos livros sobre empreendedorismo, inclusive os de Jang Daehee, pai de Geunwon. Quando libertado, abriu um bar no bairro de Itaewon junto com alguns colegas, sendo um que conheceu na prisão. Assim, começava sua vingança e com conviccção iria destruir a Jangga, empresa de Daehee.

O que o drama ressalta?

Desde o início, é salientado que não devemos permitir que sejamos alvos de submissão, omissão e humilhação àqueles que não querem nosso bem. É importante que mantenhamos nossos princípios e valores, pois isso nos dará retorno em algum momento.

O drama mostra que todas às pessoas possuem uma história, um passado, um sonho ou algo que tenha moldado seu ser atualmente. A vida é feita de escolhas, cabe à você decidir seu futuro, e se quer mudar ou não. Saeroyi tinha um desejo, a vontade de crescer e destruir quem tanto o fez mal, e assim o fez. Não importa se aquilo levou muito tempo, ele lutou e mesmo sendo derrubado muitas vezes, nunca perdeu a esperança.

O papel de cada um

É vultoso lembrar de todos os personagens, que em algum instante deixou algo a ser aprendido. Não é só sobre o ex-presidiário que construiu uma empresa, temos também uma garota que acabou de terminar a escola e mesmo assim é extremamente hábil, e se não fosse por ela, a evolução do bar teria sido em ritmo mais lento. Há uma personagem transgênero! É muito necessário falar nela e como nunca foi apagada no drama. Muitas pessoas se chatearam por ter sido protagonizada por uma atriz cisgênero, porém o tema em si já é um passo enorme, Ma Hyunyi (Lee Jooyoung) foi muito bem aceita e esperamos que isso de abertura para mais papéis assim.

Resumindo, em IC você pode ser quem quiser! Se sinta, seguro e livre de julgamentos. É muito bonita a forma que diferentes realidades, mesmo que tristes, são mostradas. Você vai se emocionar muito, mas terminar com um aprendizado imenso.



Quase um ano desde seu último lançamento ‘Map of the soul: Persona’, o BTS finalmente fez seu comeback na última sexta-feira (21 de fevereiro), mobilizando multidões nas redes sociais, se consolidando como estrelas globais da música. Como dito em entrevista recente pelo próprio líder do septeto, RM (Kim Namjoon), “este álbum é uma grande declaração onde nós admitimos nosso destino, nossas luzes e sombras ao mesmo tempo.” A partir das considerações dos membros, podemos considerar esse recente trabalho como um divisor de águas, assim como uma contradição de conceitos, ao mesmo tempo que celebra os sete anos de grupo, com seus sete membros e, assim, o LP recebeu título de “Map of The Soul:7”

O álbum formado por 20 faixas, sendo cinco delas já conhecidas pelo público, como revisitação do álbum passado ‘Persona’, cujo nome fica muito bem expresso pela intro do LP, Persona, interpretada pelo líder, RM em uma jornada de autoconhecimento, relatada nos versos da faixa. Em seguimento, tempos a faixa título anterior, Boy with Luv, conhecida pelo refrão chiclete e, a participação da cantora estadunidense, Halsey. Para completar a primeira parte do álbum tempos Make it right, Jamais Vu (interpretada por Jungkook, Jin e J-hope) e Dionysus, também primeiramente lançadas em ‘Persona’, marcando presença na nova tracklist, que inicia suas faixas inéditas em ‘Interlude: Shadow

Em Shadow, o rapper principal do BTS, SUGA (Min Yoongi), usa seu flow e sua habilidade como letrista para servir de fio condutor a esse novo trabalho. A faixa de transição é uma mescla de hip-hop e trap, com transições abruptas. Em sua letra, Suga fala sobre seus anseios, dificuldades, conquistas e, acima de tudo, a forma com que ele se relaciona consigo mesmo.

Shadow‘, em tradução literal ‘Sombra’, é como um filme de trajetória, onde vemos um protagonista refém dos próprios pensamentos e angústias, o que fica claro em versos como “Estou com medo, voar alto é aterrorizante./Ninguém me disse o quão solitário é aqui em cima./Minha sombra cresce em meio á luz intensa. Por favor, não me deixe brilhar, não me decepcione, não me deixe voar. Agora, eu estou com medo.”

A faixa de pré-lançamento também atende á estética mais sombria do ‘7’, afastando o grupo do convencional pop bubblegum e, entregando um hip-hop sóbrio e acinzentado. Em Black Swan, o BTS canta sobre a agonia de uma vida sem paixões. A música também ganhou um instrumental mais orquestral em uma versão de vídeo espetacular, coreografada pela MN Dance Company, um grande estúdio de dança contemporânea esloveno. Assim como no filme ‘Cisne negro’, os meninos do BTS também estão imersos na narrativa pela perfeição artística e pressão constante, os elementos do filme também estão incorporados em suas maquiagens e adereços.

Em Black Swan, temos um grande objeto artístico que retrata graficamente a morte metafórica de um artista, neste caso, através da dança.

Na sequência, temos Filter e My time, respectivamente solos de Jimin e Jungkook, vocalistas principais do grupo. Filter, lança mão de uma certa latinidade em seu instrumental, com uma característica guitarra acústica e o vocal de Jimin em um de seus melhores momentos, fazendo a faixa soar agradável e sensual, com alta repetibilidade.

Por outro lado, My time opta por um instrumental mais pop dramático, com elementos de trap e, também traz um excelente aproveitamento da voz de Jungkook. A letra fala sobre amadurecer e, perder momentos de seu crescimento, coerentemente ligada ao fato de JK ser o mais novo entre os rapazes e, ter começado sua carreira com apenas dezesseis anos, levando-o a perder seus traços de infantilidade muito cedo.

A próxima faixa possui um pesado time de co-produção, incluindo a cantora canadense Allie X e, o cantor e compositor Troye Sivan, que contribuíram na concepção de Louder than bombs. A canção experimental faz contraste entre os versos de rap quase passivos ou, falados, para o refrão impactante e colorido, com harmonias acentuadas em mais uma utilização precisa da vocal line.

“Não desista da sua vida

Aqui eu fico, rezo

Apenas por dias melhores

Todos os dias, um labirinto

Me pergunto se é esse o meu lugar (…)

Onde está o meu caminho?

Continue agitando o chão

Sozinho em colapso

Mais alto que bombas (…)”

Louder Than Bombs – BTS

Chegando á canção de divulgação da vez, ‘ON‘ fica encarregada de ser o carro chefe do ‘Map of the soul: 7’. Com um instrumental forte em transições de hip-hop para encaixe dos raps e, percussão orgânica e vibrante durante todo o corpo da música, o BTS apresenta a parte luminosa de seu novo trabalho. ON, como o próprio nome já diz, é energética e identitária, além de portar uma das melhores pontes de toda a discografia, cantada por Jungkook. A coreografia impressionante recebe um vídeo de performance que faz jus á execução caprichosa dos membros e, de seu corpo de dançarinos. Além disto, a faixa também recebe uma regravação com participação da cantora e compositora Sia.

A energética ‘ON‘ resgata a identidade forte e resistente do conceito hip-hop do BTS, com adição de elementos mais brilhantes e uma estética clara.

As faixas UGH e Zero o’clock são interpretadas pelas linhas rap X vocal, dentro da formação do septeto. Elas ficam justapostas dentro da tracklist para fazerem contraste entre os diferentes gêneros adotados pelas unidades do grupo. UGH pertence á rap line (RM, SUGA e J-hope), é uma cypher que exibe plenamente a habilidade dos três rappers, dedicados em entregar uma excelente performance e, letras que retratam sua vida de artista. Dessa vez, os versos afiados criticam os haters em redes sociais, em uma analogia para um ‘mundo de mentira’ , onde as pessoas vivem de aparência e, da crítica á seus semelhantes.

Em contrapartida com UGH, Zero O’clock valoriza a parte vocal do Beyond the Scene (Jungkook, V, Jimin e Jin), e entrega um pop melódico e sentimental, destacando os quatro vocalistas e suas diferentes cores vocais. A letra fala sobre um tempo difícil e, um estado mental obsoleto, assim como a procura por dias melhores e felizes.

Dando espaço para o solo de V (Kim Taehyung), Inner Child é como uma capsula do tempo, onde o vocalista canta diretamente para seu ‘eu’ do passado e, fala sobre todas as mudanças de crescer e, alcançar seus objetivos. com uma construção que beira a perfeição, a faixa segue todos os parâmetros naturais da música pop, sem soar clichê, além de ter uma linda ponte.

Friends, assim como Jamais vu (Persona, 2019) e, posteriormente Respect, são faixas organizadas em unidades, diferentemente das linhas de posição. Friends, é cantada por V e Jimin e, é um retrato da amizade de longa data dos dois rapazes. A faixa contém um suave instrumental acústico, com um refrão pegajoso que grita “Você é minha alma gêmea” com toda a naturalidade, além das duas vozes que se complementam perfeitamente.

Respect é cantada por RM e SUGA, sendo a última unidade restante, resgatando o old school hip-hop já anteriormente utilizado em outras canções do grupo. A música soa como uma conversa entre os dois rappers. O objetivo é destrinchar o conceito de ‘respeito’ e, entender seu significado, criticando hierarquias sociais e, lacunas de idade. Afinal…”respeito” para quem?

“Você vai precisar daquela crença

De que existe alguém perfeito […]

Espero que um dia eu possa dizer com confiança

Que ‘respeito’ é para ambos; eu e você”

Respect – BTS

Em direção ao fim do LP, o solo de Jin, Moon, é uma expressão da relação do cantor com seus fãs, o ARMY. A letra, escrita por Jin e RM, exprime o sentimentalismo e a gratidão do BTS para com seu fandom, se tornando um dos melhores solos de Jin até o presente momento, justamente por deixar a zona de conforto das ballads e, apostar em elementos de pop e rock contidos.

“Você é a minha terra

Tudo que eu vejo é você

Eu apenas posso te observar assim […]

Eu não tinha nem um nome

Antes de te conhecer

Você me deu amor

E tornou-se a minha razão. “

Moon – BTS (Jin)

Seguindo a linha de homenagem ao ARMY, a última faixa de ‘7’ sustenta o nome de ‘We are Bulletproof: the Eternal‘ e homenageia não só os fãs, como também toda a história e repertório dos ‘Garotos à prova de balas’ nos últimos sete anos. A faixa retoma um pouco da falta de luz do início do álbum, porém possui uma beleza e redenção indiscutíveis, celebrando as multidões que o BTS arrasta diariamente com sua musicalidade, carisma e expressão artística.

“Nós éramos apenas sete

Mas agora, temos vocês

Depois de sete invernos e primaveras

Na ponta de nossos dedos entrelaçados

Chegamos ao céu

Jogue pedras em mim, não temos mais medo

Nós estamos juntos, à prova de balas”

We are Bulletproof: The Eternal – BTS

Terminando o álbum em uma grande festa colorida temos a Outro: Ego, interpretada por J-hope (Jung Hoseok). A faixa, assim como Hope, representa a esperança e a vitalidade em Map of the Soul, em uma finalização agridoce, com elementos pop, afrobeat, hip-hop e R&B. Ego é divertida e versátil, já entregando sua pretensão nos primeiros momentos ao dizer que “Agora vamos avançar para etapas mais difíceis”, podendo se referir ao corpo da canção, mas também á carreira do BTS e, seu amadurecimento na música. Além de rememorar trabalhos anteriores do grupo, Ego também fala pessoalmente sobre Hoseok e, seus arrependimentos e conquistas.

Em “EGO”, o dançarino e rapper, J-hope fica encarregado de terminar com maestria este ciclo de lançamentos, banhado em referências de outras etapas de sua carreira, muito bom humor e versatilidade.

Em meio a muitas críticas e momentos negativos, o BTS se encaixa em um contexto de revolução da música pop, com poucas ou nenhuma falha de execução, entregando um de seus trabalhos mais coesos em sete anos. O Map of the Soul: 7 é, sem dúvida muito maior do que qualquer recorde e, isso fica claro a cada faixa ou transição. Pelos próximos anos, será um prazer continuar a acompanhar o crescimento desses sete jovens impressionantes.

Ouça o álbum, na íntegra, clicando na caixa abaixo.



Depois de chegar ao que muitos considerariam o auge de sua carreira em 2018 e, passar por diversas complicações em 2019, iKON finalmente retornou com terceiro EP, intitulado ‘i DECIDE‘. Considerando os incidentes no último ano, o sexteto fez seu primeiro lançamento com nova formação no último dia 06 de fevereiro, ainda sob agenciamento da  YG Entertainment. 

O trabalho gerou curiosidade do público, por ser o primeiro álbum de iKON sem seu líder, Kim Hanbin (B.I), removido do grupo pela empresa (YG Entertainment), por suposto envolvimento com drogas. A agência, que nunca foi conhecida pelo politicamente correto, ainda sofre críticas de internautas pela decisão. Embora ainda hajam controvérsias, ficou resolvido que não haveria remoção das canções compostas e produzidas por B.I neste álbum, suas partes apenas seriam regravadas, o que revoltou ainda mais seu fandom, ikonic.

Hanbin, que sempre tomou parte na produção geral dos trabalhos anteriores do iKON, foi creditado pelas faixas que participou, mas não recebeu créditos como produtor principal do i DECIDE, conforme conteúdo dos CD’s físicos. 

Ainda nesta linha, é impossível não reparar na tentativa de YG em sabotar os próprios artistas, atrasando amostras e teasers do álbum e, diversas vezes deletando postagens referentes a ele nas redes sociais. As fãs do grupo ainda perceberam um possível corte no orçamento da confecção e divulgação do comeback. Apesar de todas as complicações, é inegável que o EP foi muito bem executado em suas cinco faixas, deixando clara a tentativa do iKON em se reinventar em questões de conceito e, provando que os garotos têm grande apoio do público internacional, já que sua faixa título ‘Dive‘, alcançou mais de 25 primeiros lugares no itunes mundialmente. 

A estética, já definida através do filme teaser, entrega uma ideia de reinvenção, assim como a revisitação do visual já estabelecido pelo grupo. As cores oficiais do grupo, vermelho e alaranjado, se tornam bastante presentes em toda sua carreira, como uma marca registrada. Em seu trailer de conceito, o iKON aparece em cenários de seus antigos MV’s, enquanto Bobby narra um monólogo sobre se reencontrar no lugar em que eles começaram, já deixando clara a dolorosa caminhada dos meninos para se reafirmarem na indústria, agora com seis membros, mas acima disto, para se mostrarem como um novo iKON em sua própria impressão. E é nessa linha que o álbum se dá a partir daí: iKON referenciando sua antiga carreira, dando continuidade á sua história pelo seu novo e próprio caminho e, pela sua decisão. E então, essa mesma decisão nomeia seu mais novo trabalho, aqui está ‘i DECIDE’. 

Em seu terceiro e, ousado mini álbum, o sexteto passa por diversos estilos e é repleto de experimentações, ressaltando as habilidades dos membros em sua tracklist.

A faixa que abre o EP, não poderia ter sido melhor escolhida e, recebe o nome de ‘Ah Yeah‘. Composta por B.I e Bobby, a música começa com o pé na porta, uma forte percussão e, durante sua estrutura possui elementos de rock e raggae, numa grande mistura com quebras de trap. A produção ficou por conta de Millenium, um elemento da conhecido dos fãs da YG e, de iKON. O sucesso dos pré-refrões ajudam a entregar o clímax chiclete na faixa.

Prosseguindo, chegamos á faixa título, chamada ‘Dive‘, o carro chefe do terceiro mini álbum do grupo. Dive possui elementos de country, pop, EDM e até alguns relances de orquestra. A letra emocional e meticulosamente escrita, chamou atenção dos fãs assim que foi lançada em versos como “Se você é o fogo, vou mergulhar nele/Direi que é agradável e me incendiarei/Se você é um caminho de espinhos, vou mergulhar nele/Direi que é macio e me jogarei”.

O vídeo musical transmite frieza e solidão, apesar do set de filmagem estar em chamas durante boa parte do tempo. As cenas individuais mostram os membros em situações de desconforto e até mesmo prisão, materializando a proposta do MV e do álbum, que possui intento de libertar os seis garotos através da expressão artística, como sua música, dança e estética.

A coreografia e performances muito bem construídas, ajudam a dar o clima pós-apocalíptico, em analogia com o final de relacionamento, como diz a letra da música. Os vocalistas foram muito bem aproveitados e, a nova formação brilha dentro de suas limitações.

iKON faz seu primeiro retorno com seis membros, em meio chamas, remetendo a pedaços anteriores de suas carreiras.

Dessa vez, ‘All the world‘ fica responsável por fazer a transição entre a parte vendível e, a parte mais contida do álbum. Para esta faixa, o sexteto contou com a participação de JinKang e Dusty como produtores. O flow do rapper principal, Bobby soa agradável e preciso, além das letras excelentes. Dentre as cinco novas músicas, All the world seria a que mais remete á seu primeiro álbum, Welcome Back. A vibe demonstra o apreço do grupo pelo verão e a diversão, espalhados uniformemente pela construção e, principalmente na ponte e últimos refrões, onde os meninos cantam juntos como em uma grande festa.

Em direção ao final, temos a orgânica ‘Holding on’. A faixa começa em downtempo, apenas com voz e piano, mas se anima no refrão, com mais instrumentos de orquestra e sintetizadores. Holding on traz um clima alegre e, carrega o um sentimento de alívio e liberdade. A letra, composta por Hanbin (B.I), fala sobre uma difícil despedida e, sobre alguém que não voltará, mas também sobre como o tempo seria sua cura após a partida.

“Finalmente entendi o que eles queriam dizer quando falam

‘o tempo cura todas as feridas’

Estou suportando

Me agarrando a esta solidão

Eu espero que essa nostalgia volte

Dói pensar sobre isso, mas eu vou seguir em frente

Eu apenas sinto sua falta de tempos em tempos,

mas estou aguentando …”

iKON – Holding On

A finalização fica em cargo de ‘Flower‘. Kim Donghyuk (vocais e dança), fez seu debut como produtor principal e tomou frente da faixa, que é a ballad do álbum. Em recente entrevista, DK revelou que escreveu a música com os fãs em mente, no entanto, surgiram especulações de que ‘Flower’ teria sido escrita para seu ex-líder. A ballad mescla um instrumental lento com a sobreposição de vozes em seu refrão, sendo uma experiência deleitosa aos ouvintes. Em questões de performance, Flower recebeu uma apresentação bonita e delicada, com vários dançarinos de palco.


‘Flower’, de iKON, possui uma performance delicada e, encena as dificuldades das despedidas.

O iKON, que tem tido problemas com aceitação do público geral desde sua estréia, recebendo apoio de seu fandom. Agora inicia sua nova fase, com um trabalho completo e plural. Apesar das dificuldades e, obstáculos, o grupo mostrou sua força e talento em mais uma execução impecável, musicalmente e, visualmente. Esperamos que no futuro, o grupo atue de forma autônoma e, tomem suas próprias decisões, aperfeiçoando sua música, seguindo o apelo inicial desse novo EP.



Desde sua estréia em outubro de 2018 até o presente momento, o octeto da KQ entertainment, ATEEZ (acróstico para ‘A teenager Z’), vem chamado bastante atenção do público geral e até mesmo dos jornalistas críticos dentro da indústria. Apesar de não ter conquistado nenhum grande prêmio de ‘rookie do ano’, no ano passado, o ATEEZ recebeu seu prestígio na forma do prêmio de popularidade no último MAMA, além de prêmios menores envolvendo seu bom desempenho.

Com sua popularidade crescente e, descanso quase nulo, o octeto se tornou o carro chefe de sua agência e, já soltou cinco álbuns coreanos desde seu debut, além de estar a caminho de seu segundo álbum japonês, que será lançado dia 02 de fevereiro. Em meio a apresentações, tour e aparições em TV e rádio, o ATEEZ realmente parece não ter descanso, tendo já muito bem explorado suas potencialidades artísticas.

A versatilidade de conceito também impressiona a cada lançamento, começando pelas caricatas e piratescas ‘Pirate King‘ e Treasure, passando pela intensa e desafiadora ‘Hala Hala’ e, pela valorização identitária de ‘Say my name‘, além da suavidade e alegria presente em seu terceiro álbum, que traz como faixas título Illusion e Wave.

Com seu carisma e energia jovial, o grupo ‘ATEEZ’ vem tendo uma grande crescente em seus números e fanbase, começando pelo estouro da icônica ‘Say My Name’, em janeiro de 2019.

Os trabalhos recentes Wonderland e Answer retomam a escuridão de Say my name e a intensidade de Hala Hala, apesar de trazerem novos elementos à sonoridade do grupo. Tendo lançado recentemente seu primeiro LP (confira a resenha completa do ALL TO ACTION clicando aqui), o recente retorno de ATEEZ serve como uma síntese e, um ponto final para seu primeiro ciclo de trabalho: a era Treasure.

O álbum, carregando o nome de ‘Action to answer‘, revisita a tracklist anterior ao mesmo tempo que reinventa suas faixas de transição, como um verdadeiro epílogo do arco estético/conceitual que o grupo criou para seu início de carreira.

O álbum abre já intensamente com a faixa título da vez, Answer. A música com diversos momentos dramáticos modela a aura energética do ATEEZ em uma performance se tirar o fôlego, pré-refrão perfeitamente executado pelos vocais precisos e o refrão grudento e agradável. A música reutiliza diversos elementos da discografia do grupo como, linhas icônicas, temáticas parecidas, entre outros.
Além disso, a coreografia também homenageia trabalhos anteriores dos oito meninos, sem contar nos famosos killing part, já conhecidos dos fãs e que capturam a visão dos espectadores.

ATEEZ fez seu retorno com a faixa ‘Answer’, um dramático ato em nostalgia de seus lançamentos passados. O último pedaço do inicio de suas carreiras.

Prosseguindo dentro do EP, temos Horizon. A música, produzida e composta pelo líder do octeto, Kim Hongjoong, faz a cota de EDM da era, em um refrão explosivo e chamativo, versos muito bem distribuídos e uma das performances mais carismáticas e esteticamente agradável que o grupo já entregou até o momento. Na execução de palco, os membros Wooyoung e Yeosang estão mais em evidência, comparando com promoções anteriores e, ambos são sempre uma caixa de surpresas conforme vão sendo explorados.

‘Horizon’ possui uma sonoridade experimental e agitada, amarrada com os versos executados perfeitamente pelos integrantes de ATEEZ, com certeza uma faixa EDM acertada.

Em seguida, a balada romântica em homenagem ao fandom ‘atiny’ aparece. Star 1117, traz em seu nome a data de anúncio do fandom de ateez, algo como o aniversário da fanbase. A faixa é uma ballad com piano simples e vocais incríveis, até mesmo Hongjoong e Mingi, geralmente encarregados de fazer o rap, cantam impressionantemente bem dentro da canção, de letra emocionante.

Precious‘, anteriormente tida como uma faixa de transição, ou abertura (overture: precious, do all to action) agora aparece finalizada e, faz um grande referencial à música de debut do grupo “Treasure”, como uma continuação direta da faixa de 2018. A música traz elementos de hip-hop e trap, os raps são fortes e o clímax muito bem construído pelo pré-refrão e os versos cativos de ‘treasure‘ marcando presença.
Precious, além de ser um símbolo de nostalgia para aqueles que acompanham o grupo desde o início, também é a passagem perfeita para o fechamento do álbum, que vem em forma de outro.

A outro: long journey, em paralelo com a primeira intro do octeto (aquela mesma, do álbum de estréia), fala sobre a trajetória do ATEEZ até aqui, desde sua linha de partida, envolvidos pelo conceito forte de ‘caça ao tesouro’. A outro ainda instiga os ouvintes quando pergunta “Did you found your treasure?/ Você encontrou seu tesouro?”, na intenção de escrever o ponto final do arco narrativo engajado por ATEEZ e sua equipe de produtores brilhantes.

Em pouco mais de um ano de grupo e, com toda uma história pela frente, os oito rapazes que compõe “A teenager Z” possuem um promissor ano pela frente, já definindo parâmetros de sua qualidade musical logo em janeiro. Esperamos que, nas próximas semanas os meninos possam descansar e, se prepararem para sua primeira tour mundial “The Fellowship: Map the treasure”, que se inicia em março de 2020.

Ouça o álbum na íntegra no link abaixo.



Kim Hyuna e Kim Hyojong (ex-pentagon e atualmente ‘DAWN’, como solista) fizeram seu retorno triunfal ao k-pop no último dia 05 de novembro (terça-feira) – primeiros lançamentos desde sua expulsão da Cube enterteniment em setembro de 2018, por “quebra de confiança”. O casal retornou com um lindo trabalho artístico que encaixa perfeitamente com suas respectivas histórias e chamou bastante atenção do público, se tornando uma tendência nas redes sociais durante todo o dia.

Mas, antes de falar dos lançamentos, é preciso entender como esse namoro, apesar das discordâncias e resistências que tivemos para lidar com ele de primeiro momento, pode ser um catalisador de uma reformulação das relações entre idols. É impressionante como, em cerca de duas décadas de indústria, o k-pop permanece com postura contrária à humanização de seus artistas – A Coréia do Sul deve ser o único país que faz um escândalo tremendo com casal hetero se asumindo – E depois de enfrentar um momento conturbado de suas carreiras, desde às dificuldades na agência até a perseguição dos internautas, “Hyudawn” parece estar em seu momento de ascensão midiática, aparecendo em programas de variedade juntos, showcase juntos, e até mesmo compartilhando sua data de lançamento, algo que não aconteceu com casais anteriores, diga-se de passagem, mas que nos ajuda a perceber as mudanças e esperar por uma tolerância cada vez maior em assunções futuras.

Pensar humanização dos idols é algo temido até mesmo pela própria fanbase super protetora e, muitas vezes irresponsável para com os desejos do próprio artista – Você quer mesmo a sinceridade do seu idol, ou você só está disposta a aceitá-la se ela condizer com os seus pressupostos?- A partir dessa lógica de mútua sinceridade entre artista e fãs, Hyuna e Dawn se revelam por inteiro em suas faixas título da vez, não á toa Flower Shower e MONEY foram o faixo de esperança e frescor das últimas semanas.

Tanto flower shower, como money, são músicas se complementam, mesmo sendo essencialmente diferentes. Flower Shower, primeiro lançamento de Hyuna desde lip&hip, de 2017, é uma faixa leve, colorida e divertida que fala sobre aceitação da própria identidade, sobre juventude e, acima de tudo, sobre florescer depois de um momento de crise.

  • Hyuna lança faixa refrescante e encorajadora para seu reboot como solista.

A cantora, já cativa das metáforas para indicar certa redenção em suas letras, também explora diferentes texturas vocais que, trazem refinamento ao conjunto, além de referenciar trabalhos anteriores, tanto sonora como visualmente. O conceito vibrante e natural complementa a proposta da música dançante e divertida. Nas palavras da própria Hyuna, “Flower Shower é uma música com muitos significados. Eu acho que as flores são como eu. As flores são como eu, elas são brilhantes, mas você precisa dar água e muito amor para elas.”

“Mesmo se eu murchar, quero florescer brilhantemente
Quero pintar o céu com minhas brilhantes cores
Eu nunca vou desistir”
Hyuna – Flower Shower

Por outro lado, DAWN, em sua estréia como solista, optou pela excêntrica e acinzentada crítica social em uma faixa densa sobre a ganância humana e a libertação de si mesmo. “Money” é um hip-hop com elementos de urban dance, um refrão impactante e performance forte. Na letra Hyojong fala sobre o quão sufocante pode ser a vida, quando vivida a mercê do dinheiro e como a sociedade não mede esforços para se desfazer da sinceridade e se esconder por trás de máscaras em função da fortuna. O videoclipe convém ao dar sentido à música através do simbolismo do personagem, que vive refém das jóias e parece preso, aflito e instável. Ao final do vídeo, Dawn aparece liberto e sorridente, tendo aberto mão de tudo aquilo que o prendia á infelicidade (analogia impecável para com a história do casal com a mídia – outro ponto central criticado por Hyojong na faixa), admitindo para si mesmo que a felicidade está para além do materialismo – entregando um trabalho audiovisual completo e coeso.

  • Em ‘money’, Dawn faz uma releitura da ganancia humana pelo dinheiro, desde a infância até a fase adulta, perpassando incertezas e crises.

“Se o dinheiro não compra a felicidade, como se vive?
Como deveríamos viver? […]

Dinheiro sujo, sujo, mesmo assim você brilha […]

Quero te ignorar, mas acho que preciso de você
Quero voltar ao tempo em que eu não te conhecia

DAWN – Money

Em meio ao caos dos últimos dias, o recomeço de Hyuna e Dawn, agora sob administração da PNATION (empresa orquestrada pelo solista icônico do k-pop, PSY), foi como um sopro de vida e entusiasmo na escuridão instaurada nas fanbase e, uma indicação de guinada e mudança na indústria. Ambos artistas, mais uma vez se provaram genuínos, valorosos e originais nessa grande máquina de mais-do-mesmo que ultimamente tem sido a música pop coreana. Em um primeiro lançamento de muitos, o agora chamado “casal da nação” se mostra maior do que qualquer crítica, na incessante busca por uma incerteza fundamental do ser humano moderno: a felicidade e a satisfação pessoal e profissional, acredita-se que “Hyudawn” os tenha feito com maestria e precisão, talvez sejam eles o exemplo que precisávamos mas, acima de tudo, o catalisador da mudança.



Trabalhando incessantemente desde sua estréia em outubro de 2018, o “A Teenager Z”, ou “ATEEZ”, boygroup sul-coreano administrado pela KQ Entertainment (Eden, Maddox, e anteriormente Block B) conclui sua primeira grande ‘era’ em um primeiro ano de atividades quase impecável, carregando justamente o título de “grupo de performance”, que apresentava a proposta inicial boygroyp sul-coreano. O octeto entrega o melhor resultado possível em seu primeiro exthended play (Ou “full album”, termo mais usados entre os fãs de k-pop). As onze faixas muito bem encaixadas com o auxílio de seu produtor principal, o solista EDEN, atualmente carro chefe da KQ no quesito produção musical, além dos compositores como LEEZ e Ollounder, que retornam do álbum prévio “One To All”. O LP deixa espaços em branco para fortes e criativas performances ao longo deste período de promoções que se inicia.

“All To Action” é, de fato, um divisor de águas da curta carreira dos oito meninos, mostrando todo seu amadurecimento no último ano, num album incrivelmente satisfatório e surpreendente até mesmo para sua fanbase, os “atiny”, que já teorizavam até mesmo a tipificação das novas músicas após a revelação da tracklist no último domingo, dia 29. Em meio à diversas teorias de fãs, o ATEEZ se compromete a entregar material que contemple seus trabalhos passados, assim como deixa pontas soltas para o que está por vir, de forma sutíl e calorosa, convidando sua fanbase e até mesmo o público geral a brincar com conceitos e encaixar estórias clássicas (Como Peter Pan e Alice no País das Maravilhas) no universo lúdico em que se passam seus videoclipes.

ATEEZ assume liderança entre os grupos de performance da terceira/quarta geração.

A faixa de abertura “End of The Beginning“, expõe a premissa do album em uma verdadeira super produção de trinta segundos, sendo conexão direta com a faixa principal da vez “Wonderland“, que mescla hip-hop marcante e elementos melódicos, com uma grandiosa performance utilizando uma vasta equipe de dançarinos de fundo. A coreografia possui momentos facilmente associáveis, como em títulos anteriores que estouraram na interpretação da boyband. Apesar dos vocais poderosos e impactantes (Seonghwa se faz memorável nesta título), os elementos centrais são entregues pelos rappers Hongjoong e Mingi, que são surpreendentes a cada verso (Todos escritos por eles, à propósito).

O MV oficial de “Wonderland”, faixa principal de “All to action”, alcançou mais de 2,3 milhões de visualizações em vinte e quatro horas.

Seguindo para “Dazzling Light” e “Mist“, momentos mais sóbrios e emocionais do album, aqui vemos uma maior valorização ao desenpenho dos vocalistas (Wooyoung, Jongho e Yunho em destaque), alternando com momentos de quebras EDM já conhecidos pelos ouvintes do grupo. Assim como “Crescent”, no EP anterior à este, “Precious (Overture)” é uma faixa de transição entre as duas metades do disco. Esta faz referência às músicas do debut “Treasure” e “Pirate King” fazendo uma atualização do conceito piratesco no arco narrativo do ATEEZ, instigando nostalgia àqueles que os acompanham desde o início.

Á frente temos “WIN” uma faixa que mostra a ambição do octeto, que revela uma possível incerteza com o futuro, no entanto mostra a confiança dos meninos, que continuaram vencendo, como diz a letra. WIN é o mais perto de uma faixa hip-hop carregada e barulhenta que eles poderiam entregar, mas chega a ser equilibrada graças á seus pré-refrões perfeitamente executados por Yunho e Seonghwa, vocalistas líderes que, juntamente com a grandiosidade da rap line, prolongam a repetibilidade da faixa.

A descompromissada “If Without You” vem depois, em um ótimo exemplo de urban pop mid-tempo, trazendo o rap habilidoso de Hongjoong como momento principal, o primeiro refrão sob responsabilidade de San e Yeosang deixam a música agradável e divertida.

O octeto sul-coreano aprimora seus talentos a cada lançamento e possuem diferentes carismas no palco.

Em “THANK U“, ATEEZ flerta com diferentes gêneros, mais orgânicos e instrumentais. Outro momento emocional do trabalho, quase num tom confecional em versos como “Thank you for being on my side“, os meninos agradecem á seus membros e fãs, por se amarem e apoiarem em todos os momentos; qualquer atiny dedicado já estaria em prantos nesse momento, mesmo que a música não tenha um caráter “pra baixo” ou depreciativo. No fim das contas, Thank u (Ou “Friend” como a música é chamada em coreano) é a típica faixa de fechamento de show, como uma despedida agridoce para celebrar a presença de pessoas especiais em momentos especiais.

A reta final de All To Action é composta respectivamente por “Sunrise” e “With U“. A primeira, composta pelo líder, Hongjoong, assim como “Aurora”, no álbum anterior, é a faixa mais experimental no LP, com elementos transicionais inesperados e um refrão pegajoso, tendo a carga de faixa motivacional desta leva, como um verdadeiro presente ao público. Mingi, o rapper líder, também mostra sua evolução ao adicionar novas texturas ao seu rap. “WITH U” permeia a ilusão de “balada romântica do álbum”, a faixa down-tempo possui belíssimos e adoráveis vocais, encaixando versos de rap mais melódicos e contidos, fazendo deste um excelente momento final, em direção á faixa “Outro”, que conclui o full com destreza. Assim, o quarto trabalho do octeto se encerra com a dramática “Beggining of the End”, que nos permite projetar um panorama futuro para o grupo, enquanto revisita toda a era “Treasure” através da orquestra e efeitos sonoros, que nos remetem à trilhas sonoras de filmes de pirata, ponto chave de todo o conceito por trás do “A Tennager Z”

Em 20 de junho de 2019, o grupo recebeu seu primeiro win em show musical com a música wave, fazendo deste seu primeiro prêmio de muitos. Os meninos são profundamente gratos á seus fãs, staff e membos.

De maneira versátil e conceitual, ATEEZ foge ao pop bubblegum típico e raso massificado pela música popular coreana e, aposta em deixar sua marca insistentemente através de manifestos tão pessoais quanto a letra de “Say my name” (2019) (que literalmente grita aos 4 ventos que eles surgiram com o intuito de deixar uma marca) e, é esta determinação que os fizeram emergir no último ano, estabilizando tranquilamente seus consumidores. A qualidade e coesão dos discos, juntamente com o profissionalismo e presença dos integrantes faz o ATEEZ se destacar dentre os grupos novatos, chamando atenção do público e da crítica e conquistando fãs ao redor do mundo. As performances se aprimoram a cada lançamento de maneira inovadora, fazendo valer o esforço dos oito meninos esperançosos e talentosos que hoje vivem o ATEEZ intensamente.

A era Treasure está finalizada (com uma proposta de repackage para o fim de 2019), abrindo novos horizontes aos oito artistas que, já se provaram frescos e dispostos. A ambição de Hongjoong, Seonghwa, Yunho, Yeosang, San, Mingi, Wooyoung e Jongho os faz maiores que as piraticidades e alegorias que estes utilizam para vestir seus personagens da maneira mais comprometida possível, para subir ao topo, para serem imbatíveis. O ATEEZ é o futuro que luta, a revolução que tarda, mas não falha e, eles não estão dispostos a abaixar a cabeça.

Ouça o álbum na íntegra utilizando a caixa acima.