No último dia 7, MINO voltou à cena do hip-hop com mais um álbum completo, sendo o terceiro de sua carreira solo. Em 2021, enquanto os mais velhos do WINNER cumprem serviço militar, foi o momento perfeito para Yoon e Minho mostrarem seus trabalhos solo. Seungyoon apostou tudo em seu primeiro álbum solo ‘PAGE’, que levou 8 anos para ser lançado; para o fim do ano da YG, enquanto o Winner não vem, temos Mino e o ‘To.INFINITY’, um álbum cheio de personalidade onde a conceptualização foi inteiramente feita por Mino. 

O artista, aos 28 anos, é creditado como letrista, compositor e produtor em seu Comeback, além de ter cuidado da parte estética e pessoalmente desenhado as gravuras que representam cada faixa. Sobre o álbum, Mino disse que gostaria de ‘respirar em um novo personagem’, o que explicaria a diferença entre o ‘To.Infinity’ e o anterior, ‘Take’ (tagear o review do take aqui). Enquanto ‘take’ é um álbum mais pessoal e introspectivo, ‘To.infinity’ corresponde a seu nome e leva o ouvinte ao infinito e além, trazendo uma nostalgia retro e uma mescla impressionante de gêneros. 

A faixa título ‘TANG!’, é influenciada pelo rock noventista, mas pende ao lado do pop e hip-hop, com versos em speed flow e o refrão demarcado pela repetição da palavra ‘Tang’, sendo uma onomatopeia para tiros de arma. Ao falar sobre TANG!, o Song se descreveu como ‘digital gunman’, em referência a seu personagem no vídeo da música, que mistura a nostalgia do velho oeste com live game e um CGI de dar inveja. O MV é divertido e excêntrico, além de transmitir uma ideia vertiginosa da busca pelo amor. 

O álbum começa em LOVE IN DA CAR, voltando às raízes do hip-hop melódico e trap; faixa importante para definir o tom do LP, com uma quebra entre o segundo refrão e a ponte que culmina no último verso de rap poderoso. 

Após a title, temos ‘PYRAMID’, em parceria com IllBOI e Gaeko; o instrumental é bem forte com destaque para a bateria e os sintetizadores; os artistas convidados adicionam muito à música.

LANGUAGE segue a linha de ‘Ok man’ e entrega a participação de Bobby (iKON), como da última vez. Os dois rappers provam mais uma vez sua dinâmica que funciona em versos intensos e referências ao MOBB. KILL delimita a parte mais sensual e reflexiva do TO.INFINITY, onde Mino aposta mais em versos vocais e uma construção mais concisa. A faixa também remete bastante a sonoridade que o grupo do Cazaquistão Ninety One usa em suas músicas, então se você gosta de um, vai gostar do outro.

Por outro lado, a próxima faixa ‘MUAH’, vai de encontro a uma vibe psicodélica e uma verdadeira montanha russa sensorial; MUAH tem momentos contidos e o melhor pré-refrão de todo o álbum, mas não desaponta na originalidade. 

Para o processo do TO INFINITY, Mino se transformou em uma verdadeira máquina de trabalhar. Como um bom perfeccionista, o artista cuidou da composição, produção e arranjo de todas as músicas, escolheu pessoalmente os colaboradores e até mesmo cuidou de conceito e parte estética. 

‘QUESTION MARK’ é futurista e nostálgica ao mesmo tempo. A faixa experimental brinca com harmonias, sintetizadores, instrumentos orgânicos, mesclando elementos do glitch pop à identidade de Song Minho. Para ‘DRUNK TALK’, Mino convocou a solista sogumm, que acerta em cheio na ponte da faixa; Em ‘Drunk talk’ percebemos um lado mais vulnerável, solitário e atormentado, sendo o momento mais melancólico deste trabalho, entregando um lo-fi muito reconfortante. A angústia continua em ‘LOSING U’, último solo de Minho em TO.INFINITY. A música é uma balada que expressa a agonia e amargura de sentir que está perdendo alguém, lembrando ‘her’ ou ‘Pricked’ em alguns momentos. 

O encerramento se dá em ‘SAD WALK’, feat com a musicista Sunwoo Junga, que faz um grande trabalho no refrão; A faixa é uma obra poética sobre despedidas agridoces e um amor que não pode alcançar a infinidade, lamentavelmente. 

No fim, o terceiro álbum de sua carreira sem WINNER foi um verdadeiro presente assistido. Mino segue crescendo artisticamente a cada trabalho e, fazer parte desses processos não tem preço. Saindo de ‘XX’, passando por ‘Take’ e chegando ao ápice com ‘TO.INFINITY’, o Song chegou a fase de experimentar e de alinhar-se com sua música, e cada vez mais deixa claro que sua entrega e qualidade o representam. No futuro, assistiremos versões e mais versões desse mesmo MINO, que abre seu coração a cada lançamento, e se dedica ao máximo para desenhar seu legado.  

 

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elle
Esquisita na maior parte do tempo, apaixonada por procurar significado onde ninguém mais vê. As vezes milito as vezes me estresso. Dá pra encher uma piscina os meus pensamentos.

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