K-Bands: As joias raras da Coreia

Um lado da indústria que apresenta um crescimento gigante nos últimos anos: as bandas idols. Mas você já se perguntou o porquê de haver tão menos bandas em relação a quantidade grupos? E o que torna essas “perolas escondidas” tão especiais no meio musical?

Para entender o porquê da pouca aposta de bandas no mainstream do k-pop, é preciso entender como a indústria funciona. A indústria coreana criou um formato muito único de promoção e criação de músicas, os diversos music shows (music bank, inkigayo, m countdown) que são as formas mais tradicionais de colocar grupos em destaque, nem sempre sustentam a performance de bandas, tanto que elas não realmente tocam ao vivo porque os estúdios não comportam os instrumentos. Com isso, as poucas possibilidades que elas possuem de se expor para o público acabam se limitando a buskings (performances na rua) e festivais, mas mesmo assim, a performances com músicas pré-gravadas e musicistas contratados são mais vantajosos, o que torna muito mais difícil para bandas de terem a experiência ao vivo.

Outro fator é que a cultura da coreia não tem muita afinidade com bandas. Não é comum que as bandas tenham grandes números de vendas e posições altas em charts, o que pode ser um dos motivos pelo qual a grande maioria das bandas coreanas têm uma carreira no Japão, um pais muito mais aberto a esses gêneros musicais. O papel das fanbases estrangeiras na popularidade das bandas dentro da coreia é essencial, uma vez que normalmente os fandons de banda crescem primeiro no exterior e criam uma base para o crescimento dentro da coreia, como foi o caso do The Rose, que após sua tour mundial, conseguiram mais atenção doméstica

Mas como as k-bands conquistaram seu espaço na hallyu wave, que gira muito fortemente em volta da performance de dança?

Com bandas sendo esperadas a criar suas próprias músicas, que é relativamente rara com grupos idols, é possível perceber claramente o estilo artístico de cada uma. Musicalmente, eles exploram livremente estilos diferentes, como o rock clássico, o indie rock, o hard rock, etc. E como em muitos casos elas exploram outros gêneros como a música erudita e elementos da mesma, o violino, violoncelo, piano etc, isso enriquece o conteúdo cultural que as bandas apresentam. Os vocais estão preparados para sustentar a apresentação sem a música guia, apresentando os vocais são insanamente bem preparados e apresentam texturas e timbres vocais únicos e extensões impressionantes e técnicas vocais limpas.

A individualidade que cada banda carrega, em como cada uma se representa 100% com sua musicalidade, como elas se usam de um sistema que não as valorizam e entregam sempre conteúdos impecáveis que são muito mais íntimos para o pequeno, porém sincero, grupo de pessoas que as acompanham.

O cenário das k-bands está mudando. Espaços que comportam as performances ao vivo foram criados, como (“studio music hall” e “KBS  concert culture warehouse”) um programa de sobrevivência para bandas foi criado (superband) e tem-se cada vez mais a presença de bandas em premiações como o MMA e MAMA. O futuro é promissor demais.

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AUTOR Giuds